quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bloco lança materiais de apoio à greve geral

Na mobilização para a greve geral de 24 de Novembro, o Bloco de Esquerda vai distribuir folhetos sobre o aumento do IVA, os cortes na Educação e a defesa dos transportes públicos sob ameaça na capital. E promove sessões públicas em Lisboa no dia 18 e no Porto dia 19 de Novembro.



A campanha "Usa a tua força" conta com cartazes e autocolantes de propaganda pela greve geral de dia 24 e um jornal que dá a conhecer as medidas mais gravosas que o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas querem impor aos trabalhadores no Orçamento para 2012, bem como as alternativas que o Bloco propõe para pôr a economia a crescer e cobrar a dívida que o capital impõe aos contribuintes.

As sessões públicas com a presença de Francisco Louçã terão lugar na sexta-feira, 18 Novembro às 21h30 no Cine-Teatro Gymnasium (Rua da Misericórdia, 14 – 2º, em Lisboa) e no sábado, 19 Novembro às 21h30 na Junta de Freguesia do Bonfim (Campo de 24 de Agosto, 294, no Porto)

Os novos folhetos referem-se ao aumento do IVA e aos prejuízos que vai trazer a comerciantes, clientes e ao próprio Estado, que com a recessão e o aumento das falências irá cobrar menos receitas fiscais. "Ou seja, um aumento da carga fiscal para quase o dobro ou o quádruplo, feito pelo Governo que prometeu não aumentar os impostos", pode ler-se no folheto.

"Se a Educação é cara, a ignorância é muito mais", diz o folheto dirigido às escolas e faculdades, que recorda também que "esta é a primeira vez desde o 25 de Abril que Portugal é o país europeu que menos gasta em Educação", com o corte anunciado de 600 milhões de euros no próximo ano.

O Bloco apela a professores, funcionários, alunos e encarregados de educação "que se mobilizem contra este ataque sem precedentes à Escola Pública e às famílias". "A Greve Geral de dia 24 é uma oportunidade de contrariar esta política e mostrar que recusamos a Escola de poucos para poucos e defendemos um ensino público de qualidade para todos", conclui o folheto. Um outro folheto dirigido à juventude fala também dos cortes no ensino e nas medidas que agravam a precariedade nas vidas dos jovens.

O Bloco de Esquerda também responde ao anunciado plano de cortes nos transportes públicos da Grande Lisboa, com um folheto que mostra as intenções do "grupo de trabalho" nomeado pelo Governo. "Com este Governo andamos para trás", diz o título, que lista as carreiras cujo fim está proposto e afirma que "Passos Coelho e Paulo Portas querem cortar agora estes serviços para privatizarem as empresas logo em seguida". "Teremos menos transportes, mais cheios e mais caros", acrescenta o Bloco neste folheto que será distribuído junto às estações de metro e comboio e nos interfaces com os autocarros.


Educação368.64 KB

Transportes públicos Grande Lisboa334.59 KB

Cartaz2.13 MB

Autocolantes2.31 MB

Aumento do IVA199.35 KB

Juventude e Precariedade599.3 KB

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Luís Fazenda (deputado e líder parlamentar do BE) vem a Torres Vedras lançar o debate sobre alternativas e respostas às crises.


No próximo dia 12 de Novembro (Sábado), pelas 16h, o deputado e líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda, estará no auditório municipal de Torres Vedras, Av. 5 de Outubro, para enunciar um conjunto de alternativas e respostas políticas às crises que seriamente ameaçam deixar Portugal na bancarrota.

Para o Bloco de Esquerda, defender o Estado Social ou, simplesmente, para defender uma economia que crie emprego e mantenha o salário, é preciso confrontar a dívida, auditá-la, renegociar, recusar os pagamentos abusivos e a extorsão, recuperar o investimento. A chave da política de esquerda é combater a troika e a dívida.

http://beparlamento.net/deputado/luis-fazenda 

Também na crise do euro há quem descreva Portugal como uma ponte entre duas impossibilidades: ou o euro que estrangula ou a saída do euro que ameaça. Estaríamos por isso entre duas utopias irrealizáveis: ou melhorar o euro para menos austeridade ou salvar a economia através da falência e da saída da União Monetária, com a desvalorização do novo escudo. Não concordamos que possa ser este o centro do debate que faça escolhas. Não estamos a discutir hipóteses sem contexto social, nem desenhos de políticas sem políticos ou de ações sem protagonistas. Estamos a discutir realidades e escolhas de hoje.



Luís Fazenda: “Há uma agenda oculta do Governo que é um ajuste de contas pelo factor trabalho”

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CGTP promove concentrações no dia da Greve Geral

O Conselho Nacional da CGTP decidiu promover acções públicas em diversos distritos no dia da greve geral, marcada pela CGTP e pela UGT para o próximo dia 24 de Novembro. Entretanto, o Sindicato dos Jornalistas defende adesão à greve geral.
Concerto na Praça da Figueira em Lisbooa, na greve geral de 24 de Novembro de 2010, juntou milhares de pessoas
Concerto na Praça da Figueira em Lisbooa, na greve geral de 24 de Novembro de 2010, juntou milhares de pessoas
 
O Conselho Nacional da CGTP decidiu “promover, através das Uniões Distritais de Sindicatos, no dia da Greve Geral, acções públicas em diversos Distritos para dar expressão pública à indignação geral contra a política de direita”, de acordo com a resolução que aprovou e que está disponível na íntegra no site da central sindical. Segundo a Lusa, uma fonte da CGTP disse à agência que as acções deverão ser concentrações distritais ou sectoriais.
Na última greve geral, de 24 de Novembro de 2010, a central não convocou acções, mas o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa organizou um concerto na Praça da Figueira, onde milhares de pessoas festejaram o êxito da maior mobilização grevista de sempre, como se pode ver na foto, que contou com a presença do secretário geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva e com Libério Domingues da União de Sindicatos de Lisboa (ler notícia no esquerda.net).
Entretanto, a direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) divulgou um comunicado, nesta quinta feira, no qual “saúda a convergência da CGTP-IN e da UGT na convocação de uma Greve Geral para 24 de Novembro com o objectivo de travar as medidas contra os trabalhadores e a economia constantes no Orçamento do Estado para 2012”.
A direcção do SJ considera ainda que os “jornalistas não podem ficar indiferentes ao movimento de luta e resistência que está a crescer e ao qual é necessário dar força” e assegura que “vai empenhar-se na mobilização da classe para a discussão da situação presente e das ameaças sobre o futuro, bem como das medidas a tomar, nomeadamente a adesão à Greve Geral a convocar pelas duas centrais sindicais”.
O comunicado da direcção do SJ (na íntegra no seu site), salienta ainda que a proposta de orçamento “insiste nas posições e medidas hostis contra os trabalhadores do sector empresarial do Estado”, “que inclui a RTP e a agência Lusa”, “continuando a sacrificá-los com cortes salariais, congelamento de progressões e redução na retribuição do trabalho suplementar e, agora, com o roubo dos subsídios de férias e de Natal”.
A direcção do sindicato lembra ainda que que consta na proposta de OE para 2012 a privatização de um dos canais da RTP e considera que “as medidas contra os direitos” de trabalhadores e pensionistas , “o ataque a serviços públicos essenciais – incluindo os de rádio e de televisão”, “o sério agravamento das condições de vida dos portugueses e o afundamento da economia nacional, com consequências directas também no sector da comunicação social e na vida dos jornalistas e das suas famílias, não podem passar”.

Louçã Comenta Orçamento de Estado 2012

6º Encontro Nacional do Trabalho

VI Encontro Nacional do Trabalho




O Bloco de Esquerda realiza a 29 e 30 de Outubro, no hotel Olissipo em Lisboa (Av. Miguel Bombarda nº 130, 1050-167) Lisboa, o seu 6º Encontro Nacional do Trabalho. O encontro debaterá dois temas: a precariedade e o papel do Estado. Documentos disponíveis para o encontro:
- A precariedade e as alterações à legislação do trabalho;
- O papel do estado, suas funções sociais e os trabalhadores em funções públicas;
- Programa ;
- Autocolante.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Manifestação promovida pela CGTP - dia 1 de Outubro

A manifestação promovida pela CGTP para dia 1 de Outubro, é um importante momento de luta contra este governo de direita. Três meses passados sobre as eleições, o Governo do PSD/CDS  já provou que não hesita na aplicação das medidas que mais penalizam os trabalhadores, os desempregados e os pobres: para além do corte de metade do 13º mês e do congelamento salarial, o aumento do custo dos transportes, da energia e das taxas moderadoras põem em causa direitos essenciais das populações. Com o desemprego a galopar, o Governo pretende ainda liberalizar os despedimentos e encolher os apoios sociais. Com a economia sequestrada pelos credores da dívida pública, as privatizações oferecem a preço de saldo o controlo público da propriedade de bens essenciais, como a água.

No próximo Sábado o Governo vai enfrentar o primeiro grande protesto de rua contra a austeridade. Neste momento decisivo, a esquerda deve multiplicar a oposição e convocar a luta social para todas as expressões de democracia na construção de uma maioria social com força para enfrentar a troika e o governo da direita.

O teu distrito tem muita importância nesta mobilização. É um distrito de luta, de capacidade de mobilização e está geograficamente mais perto do que outros. Por isso te propomos uma cidadania reforçada e uma energia maior na mobilização para a manif.

Contacta a tua organização concelhia/distrital. Contamos contigo.

Ponto de encontro:

Saldanha, entrada da Av. Da República, junto à Segurança Social - 15h.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Se tens sugestões de acção, se achas que a Concelhia podia fazer algo mais no Concelho, se estas descontente com o que temos feito, ou se simplesmente queres partilhar uma ideia entra em contacto connosco pelo email: bloco.torresvedras@gmail.com ; pelo facebook: http://www.facebook.com/BETorresVedras ; ou mesmo por aqui contribuindo com os teus comentários.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Comunicado de Imprensa | O fim do aterro de residuos industriais em Torres Vedras ?

O Bloco de Esquerda de Torres Vedras congratula o movimento de cidadãos que levou a cabo a missão cívica de alertar a população acerca dos perigos da instalação de um Aterro de Resíduos Industriais que a empresa espanhola Befesa, com o apoio da Câmara Municipal, queria instalar em Torres Vedras. De facto, foi graças a este movimento social que todo o processo saiu da obscuridade dos gabinetes para as ruas, ganhando assim a transparência e a democracia.



Desde que tomámos conhecimento deste processo, referimos que se tratava de um processo político enviesado (http://blocodeesquerdatorresvedras.blogspot.com/2011/04/aterro-befesa-em-torres-vedras-um.html), pois tudo apontava para que o Aterro fosse instalado à força, isto é segundo o desejo da Befesa. O que, em suma, configura um péssimo exemplo de administração pública e uma forma de fazer política errada e contra os interesses das populações.

É de lembrar que a Câmara Municipal concedeu “interesse municipal” logo após o pedido da Befesa em 2004, sem sequer conhecer os perigos que agora diz existirem. É igualmente inconcebível que se tenha iniciado a alteração do PDM sem que tenha havido previamente um estudo credível do Impacto Ambiental, prometido desde 2005.

Deste modo, o BE Torres Vedras tem sérias dúvidas da idoneidade da autarquia relativamente a este processo, designadamente acerca da sobreposição de interesses privados ao bem estar das populações e à gestão da coisa pública.

Ficamos contudo satisfeitos com o fim anunciado do Aterro, mas devemos ficar atentos a novas tentativas de localização de projectos do género em Torres Vedras.