quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lista candidata às Eleições para a Comissão Coordenadora Concelhia de Torres Vedras

Informação da Comissão Eleitoral:

Após o término do prazo para entrega de Listas candidatas às Eleições para a Comissão Coordenadora Concelhia de Torres Vedras, a Comissão Eleitoral informa que foi entregue uma única Lista, com a Moção " Pela cidadania participativa e o reforço da democracia em Torres Vedras !".

A respectiva Moção e composição da Lista estão disponíveis aqui.

Em breve os aderentes da concelhia de Torres Vedras receberão por correio postal a Lista/Moção, bem como o boletim de voto por correspondência destinado ao acto eleitoral de 16 de Outubro 2010, o qual se realizará presencialmente entre as 16 e as 21h30 na sede do BE Torres Vedras.

A Comissão Eleitoral solicita a todos os aderentes que exerçam o seu direito de Voto e de Participação nesta importante etapa da vida do Bloco de Esquerda em Torres Vedras.

Nota: Verifique antecipadamente se tem o pagamento da quota anual regularizado, pois só assim poderá exercer o direito de voto.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Bloco de Esquerda denuncia atraso na ajuda aos agricultores do Oeste

Rita Calvário e Heitor de Sousa, Deputados do Bloco de Esquerda, visitaram, no passado dia 15, várias explorações agrícolas do Oeste afectadas pelas intempéries de Dezembro de 2009, constatado existirem muitas dificuldades no acesso às medidas de apoio extraordinário prometidas pelo Governo.

A situação dramática de muitos pequenos produtores, que tiveram prejuízos imensos e não estão a ser apoiados, correndo o risco de ter que fechar portas, motivou um pedido de esclarecimentos ao governo, insistindo na necessidade de desburocratizar e agilizar os processos para que os pagamentos sejam efectuados sem mais demoras.

No terreno, os deputados ouviram relatos de situações delicadas que afectam os pequenos produtores, tais como a falta de informação sobre a disponibilidade destes apoios por parte dos serviços do ministério ou a impossibilidade de acesso a estas medidas por falta de capital inicial para fazer face à despesa.

O atraso nos pagamentos também é uma realidade, havendo um produtor que, tendo contrato assinado desde Março, está há mais de oito meses à espera de pagamento.

Os estragos da madrugada de 23 Dezembro em sete concelhos do distrito de Lisboa - Alenquer, Azambuja, Cadaval, Lourinhã, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras – custaram cerca de 63 milhões de euros, de acordo com as estimativas destas autarquias.

Segundo informação do Ministério da Agricultura, foram aprovados 14,5 milhões de euros em ajudas, tendo, até ao final de Agosto sido pagas apenas 33% desta verba, continuando 10 milhões de euros a aguardar os pedidos de pagamento dos agricultores.

Desta visita resultou uma questão ao Ministério da Agricultura, que poderá consultar aqui

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eleições para a Comissão Coordenadora Concelhia de Torres Vedras

Após a aprovação do Regulamento Eleitoral em Assembleia da Concelhia realizada no dia 8 de Setembro de 2010, pelas 21h30, na sede do Bloco de Esquerda Torres Vedras, dá-se início ao processo eleitoral que culminará com a votação das Listas/Moções candidatadas em 16 de Outubro.

Documentos:
- Regulamento Eleitoral

domingo, 8 de agosto de 2010

Linha do Oeste: Petição atinge as quatro mil assinaturas

Óptima notícia: A petição pela requalificação e modernização da Linha do Oeste, que o Bloco de Esquerda de Torres Vedras desde a sua formação apoiou atingiu as 4 mil assinaturas necessárias para ser levada à Assembleia da República. A todos os que nos ajudaram, um muitíssimo obrigado!
Segue a notícia do Diário Digital:


Heitor de Sousa numa recolha de
assinaturas em Torres Vedras
Linha do Oeste: Petição atinge as quatro mil assinaturas

O Bloco de Esquerda (BE) considera cumpridos os objetivos de recolha de assinaturas da petição para a discussão no Parlamento da modernização e requalificação da Linha do Oeste, disse à Lusa O deputado Heitor Sousa.

«Estamos praticamente no objetivo das quatro mil assinaturas, com 3950 já contabilizadas e ainda por contabilizar algumas recolhidas em Peniche e Torres Vedras» afirmou o deputado bloquista que nas últimas semanas efetuou ações de recolha de assinaturas em várias praias do Oeste.

A «Petição pela requalificação e modernização da infraestrutura e pela introdução de um serviço ferroviário de qualidade na Linha do Oeste» foi lançada pelo BE, mas assume-se como um documento supra partidário que conta entre os promotores representantes do PS, PSD E CDS-PP.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"Verdade ou demagogia?" - A nova resposta de João Semedo a Rui Prudêncio

Na sequência das tentativas de resposta de Rui Prudêncio (deputado socialista e gestor) numa questão relacionada com política de saúde, João Semedo (deputado bloquista e médico) volta a responder na edição desta semana do Badaladas. (Pode aceder aos textos anteriores na nossa zona de Clippings no menu superior)

"Verdade ou Demagogia?"

O deputado Rui Prudêncio, à falta de argumentos, recorre ao truquezinho para nos tentar iludir. Não fora os leitores saberem como as coisas se passam nas farmácias e nos consultórios e talvez os truquezinhos do deputado Rui Prudêncio atingissem o seu objectivo.
Depois destas linhas, não conto voltar a este assunto dos medicamentos, nem a esta controvérsia com Rui Prudêncio. Porque, a realidade revela com imparcialidade quem tem ou não tem razão e o leitor fará finalmente o seu juízo.
Vejamos, ponto por ponto, se tudo o que o BE propõe sobre medicamentos já o PS concretizou, como tenta fazer crer o deputado Rui Prudêncio:

1. Rui Prudêncio acaba por reconhecer e confessar que para o doente poder comprar um genérico é preciso que o respectivo médico prescritor não o impeça, não se oponha. Pois é precisamente com isso que o BE quer acabar. Se os medicamentos são iguais e fazem o mesmo efeito, porquê comprar o mais caro e não o menos caro?
Como vê Rui Prudêncio não é isto que o PS fez. Bem pelo contrário.

2. Diz Rui Prudêncio que a prescrição por DCI (pela composição e não marca pela marca do medicamento) já é obrigatória, porque sendo a prescrição electrónica a receita é sempre impressa com a DCI. Só pode afirmar isto quem não frequenta centros de saúde ou hospitais.
Devia ser como diz Rui Prudêncio mas não é. Só o sr. deputado é que ainda não deu pela diferença entre o que está no papel e a realidade.

3. Habilidoso, Rui Prudêncio procura insinuar que o BE quer que todos os medicamentos sejam comparticipados a 100%. Rui Prudêncio sabe que não é assim. O Bloco defende que continuem a existir 4 escalões. O que o Bloco pretende é que o PS devolva aos utentes aquilo que lhes retirou há 3 anos, isto é, ponha as comparticipações no mesmo valor que tinham antes do PS as baixar e obrigar os doentes a pagar mais do que pagavam à data.

4. O Bloco pretende que o regime especial seja alargado aos beneficiários do RSI e do subsídio de desemprego. Ao menos neste ponto Rui Prudêncio não se cansa de dizer que o PS está contra, calcule-se, para evitar abusos e mais injustiças. Não é para estranhar que Rui Prudêncio considere um abuso e uma injustiça apoiar os desempregados e os mais excluídos: então não foi o governo do PS que reduziu o subsídio de desemprego e cortou os apoios sociais?

5. Não é verdade que todos os medicamentos sejam comprados pelos hospitais através do catálogo de preços máximos. Rui Prudêncio finge não saber que, precisamente, os medicamentos mais caros – os chamados inovadores (para a SIDA, cancro,..) - não fazem parte desse catálogo e são comprados pelos hospitais portugueses por valores muito superiores aos praticados em França, Espanha, Itália e Grécia, por exemplo. O Bloco propõe um regime de aquisição para poupar ao estado muitos milhões. Rui Prudêncio está contra. Entre poupar dinheiro ao estado ou desperdiça-lo nos cofres das grandes empresas farmacêuticas, Rui Prudêncio escolhe dar este bónus à indústria. Poupar para Rui Prudêncio é só nos apoios sociais e no subsídio de desemprego…

6. A desfaçatez de Rui Prudêncio não tem limites. Afirma que a proposta do Bloco de dispensar gratuitamente os medicamentos para os primeiros dias, após uma cirurgia ou internamento hospitalar, também já o PS fez, conseguiu e pôs na lei. Muito disfarçadamente, lá acaba por confessar que afinal é só para a cirurgia de ambulatório…Então em que é que ficamos? Afinal de contas, não só o que o Bloco propõe não foi feito nem implementado pelo PS, como o PS está radicalmente contra, mesmo que isso seja bom. E é isso que interessa salientar, tudo o resto é discussão estéril, para iludir os menos atentos.

O PS recusou no Parlamento apoiar as propostas do Bloco porque, em vez de defender a bolsa dos cidadãos e poupar dinheiro ao estado, o PS resigna-se à lógica do máximo lucro tanto para as empresas farmacêuticas como para as farmácias. Porque, como todos sabem, quer as farmácias quer as empresas ganham tanto mais quanto mais caros forem os medicamentos que vendem e produzem respectivamente….
As propostas do Bloco poupariam milhões às contas públicas. Mas o sectarismo anti- -bloco do PS é tão grande que os seus deputados votam contra as propostas do Bloco mesmo que isso signifique sacrificar os utentes – que vão pagar mais na farmácia – e aumentar desnecessariamente a despesa do estado. O sectarismo do PS, a sua prosápia e arrogância, têm custado muito dinheiro ao país. Nós, no Bloco, continuaremos a fazer as nossas propostas, remando contra este sectarismo do PS, na convicção que o tempo confirmará a justeza e acerto do que propomos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Festa de Verão já foi, para o ano há mais!

Realizámos na passada sexta-feira a nossa Festa de Verão em Santa Cruz e como esperávamos, tudo correu pelo melhor, apesar do cancelamento do concerto no próprio dia por parte da banda (M.A.D.), devido a sua dissolução, que nos obrigou a uma reorganização do cartaz.
A noite começou bem e à conversa com o Alex Gomes da Marcha Global da Marijuana - Lisboa, que nos veio dar uma nova luz sobre toda a problemática da ilegalidade camuflada na despenalização em Portugal: "Em Portugal é possível consumir, mas não se pode comprar, vender ou cultivar. A não ser que vos caia canabis em cima, qualquer outra forma de aquisição é ilegal."
De seguida foi a vez dos "Voz Rebelde", grupo de jovens local, nos terem dado uma mostra do que de bom se pode fazer em poesia e percussão, aliando ritmos urbanos e uma mensagem falada muito forte, alertando para uma variedade de problemas sociais que os/nos afectam no dia a dia. Brilhante também foi a prestação do seu artista convidado, Mbor, cantor senegalês que nos alertou através de uma fantástica e sentida prestação para as dificuldades que os nossos imigrantes passam na sua luta diária contra a precariedade.
A noite continuou com Drum n Bass com o Médio, o DJ de serviço, que nos proporcionou um resto de festa com as melhores vibrações.
O nosso agradecimento para o Ricardo, dono do Santa Bar, pela maneira como nos acolheu e pela abertura demonstrada para acolher esta nossa iniciativa.
Para o ano há mais!

domingo, 25 de julho de 2010

O Bloco de Torres Vedras Convida: Festa de Verão 2010 @ Santa Cruz


A Festa de Verão assinala o fim de um ciclo marcado pela apresentação em Torres Vedras de diversas iniciativas e o início de um novo ciclo com a eleição da Concelhia de Torres Vedras do Bloco de Esquerda, em Outubro de 2010. A partir desse momento o Bloco de Esquerda será em Torres Vedras uma nova força política activa e atenta aos problemas do concelho e das suas populações.

O programa da Festa de Verão do Bloco de Torres Vedras conta com:

  • Voz Rebelde [Poesia e Percussão]
    Grupo constituído por jovens de Torres Vedras, cujo espetáculo tem como característica o uso da palavra poética (spokenword) com conteúdos sociais e políticos, onde a energia dos ritmos e a irreverência juvenil se juntam numa actuação que invoca a liberdade, a justiça e uma humanidade reconciliada com a Terra.
  • Intervenção de Alex Gomes [Marcha Global da Marijuana] http://www.mgmlisboa.org/
    Não sendo inócua, a canábis é certamente uma das drogas conhecidas mais seguras. Os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. Mesmo considerando o seu consumo prejudicial, tal não é razão para a ilegalização da substância e respectiva penalização dos consumidores. É uma questão de direitos humanos.As pessoas devem ter o direito de optar consciente e informadamente por consumir, mesmo que isso não seja benéfico para elas. Consumir ou não, deve ser uma escolha pessoal e não uma imposição legal. A proibição NÃO é do interesse público. Põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos.
  • M.A.D. [Concerto] http://www.myspace.com/madlx
    Punk / Hardcore / Rock Desde 1992 a espalhar o terror pelos palcos de Portugal. Discografia: Compilação Varejo 7" vinil (1996), Caos em Portugal (compilação CD 1997), Split CD w/ D.F.C. (2005).
  • Médio [Dj Drum n’Bass]
    Para terminar a Festa com boas vibrações...

Tudo isto a partir das 21h00
Apareçam e tragam amigos!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Falar verdade sobre medicamentos" - a resposta do nosso deputado João Semedo ao deputado Socialista Rui Prudêncio.

Em resposta ao deputado (municipal e nacional) socialista Rui Prudêncio, o nosso deputado João Semedo escreve:

Os cidadãos que necessitam de medicamentos sabem que o deputado Rui Prudêncio não tem razão no que escreveu neste jornal. O seu artigo tem demasiadas meias verdades e imprecisões. Por exemplo, é verdade que cerca de 1500 medicamentos baixaram de preço. Mas, por que razão não diz Rui Prudêncio que cerca de 6000 aumentaram de preço?
Quantas vezes já aconteceu os leitores preferirem um genérico em vez de um medicamento marca e não poderem adquiri-lo, porque o médico assinalou na receita “não autorizo o fornecimento de um medicamento genérico”? E quantas vezes acharam a conta da farmácia demasiado cara, sabendo que poderiam ter gasto menos, se o médico tivesse prescrito um medicamento genérico, que é igual ao de marca, com a mesma substância, mas mais barato?
Esta é a realidade que os nossos governantes – e também Rui Prudêncio, querem ocultar.
E se, como refere o deputado Rui Prudêncio, todas as propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda, na Assembleia da República, já estavam contempladas na nova legislação, porque votaram contra todas elas os deputados do PS? Porque, na realidade, as medidas apresentadas pelo Bloco iriam repor uma situação de maior justiça social e garantir o direito de acesso aos medicamentos por parte de todos os cidadãos, em detrimento dos interesses das farmácias e das grandes multinacionais farmacêuticas, que este Governo e o Ministério da Saúde têm optado por privilegiar. Ao votar contra o PS deitou fora uma poupança de 300 milhões de euros que, em tempo de crise, tanta falta fazem às contas públicas.
Nos últimos anos, temos assistido, na área do medicamento, a uma política irracional, com medidas avulsas e desintegradas, que ignoram a realidade do sector em Portugal, agravando, por um lado, a factura que os cidadãos pagam pelos medicamentos que necessitam e pondo em risco, por outro lado, a sustentabilidade do financiamento público de medicamentos.
Com o objectivo de contrariar esta tendência, o Bloco de Esquerda apresentou recentemente, na Assembleia da República, seis Projectos de Lei.
Para atingir uma quota significativa de medicamentos genéricos, semelhante à de outros países europeus (50%-60%), o Bloco propôs: 1) a obrigatoriedade da prescrição por substância activa (Denominação Comum Internacional) e 2) a possibilidade de o utente optar, quando assim o entenda, por um genérico, podendo assim pagar menos pelo mesmo tratamento. Quem escolhe o que compra deve ser quem paga os medicamentos, ouvindo o conselho do farmacêutico e do médico. Não há outra forma de permitir que quem tem pouco dinheiro possa comprar os medicamentos de que precisa.
Por outro lado, para proteger os utentes das recentes alterações decretadas pelo Governo, o Bloco propôs 3) o aumento dos escalões de comparticipação, para os níveis que vigoraram até 2006, isto é, 100%, 70%, 40% e 20% (em vez dos actuais 95%, 69%, 37% e 15%) e o alargamento do regime especial de comparticipação aos desempregados, beneficiários do rendimento social de inserção, e seus cônjuges e filhos menores, desde que sejam dependentes. Actualmente este regime especial abrange apenas os pensionistas de rendimentos mais baixos.
Para além disso, o Bloco propôs também que os beneficiários do regime especial voltassem a poder usufruir da comparticipação a 100% para todos os medicamentos genéricos comparticipados. Desde meados de Junho, que esta gratuitidade se limita apenas aos 5 medicamentos mais baratos em cada grupo, ao contrário do que já vinha acontecendo há sensivelmente um ano. Aquilo que o deputado Rui Prudêncio, através de um subtil jogo de palavras, sugere como um novo benefício traduz-se, na realidade, por uma diminuição da ajuda do Estado aos mais desfavorecidos.
A nível hospitalar, o Bloco propôs, pela primeira vez, a fixação de um regime de preços máximos para os medicamentos hospitalares, a fim de evitar que continuemos a pagar por estes medicamentos muito mais do que noutros países europeus. Há vários casos flagrantes de medicamentos com diferenças na ordem das várias dezenas a centenas de euros, comparativamente com Espanha ou França.
Por último, o Bloco propôs também a dispensa gratuita pelos hospitais de medicamentos para os primeiros dias de tratamento após um internamento ou uma cirurgia de ambulatório num hospital público. Poupando na margem dos armazenistas e das farmácias e conseguindo um preço melhor, através da negociação directa com as empresas farmacêuticas, o Estado gastaria menos com os mesmos medicamentos. Por seu lado, os utentes veriam assim assegurada a medicação para os primeiros dias de tratamento, normalmente os mais dispendiosos, sem precisarem de irem a correr a uma farmácia, assim que saem do hospital. Esta última proposta do Bloco foi a única aprovada na generalidade, no passado dia 1 de Julho. E mesmo esta com o voto contra do PS.
O partido do Governo perdeu, assim, a oportunidade de viabilizar diversas medidas que, não sendo uma panaceia para as dificuldades com que o SNS actualmente se debate, seriam certamente um contributo importante para concretizar os objectivos que presidiram à criação do SNS e para a poupança de muitos milhões de euros tanto para o estado como para os cidadãos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Bloco de Torres Vedras marca novamente presença na agenda política local.

Na Sexta-feira dia 9 de Julho de 2010 o Bloco de Esquerda de Torres Vedras realizou mais uma iniciativa local com o objectivo de reforçar a sua presença no concelho.
A conversa de café com Mariana Mortágua (PEC for Dummies) permitiu desmontar uma série de conceitos associados à situação económica actual e outros tantos fundamentos para os planos de austeridade que têm vindo a ser implementados pelos governos no poder um pouco por toda a Europa. Serviu ainda para dar a conhecer aos presentes algumas das propostas do Bloco para ultrapassar a crise.
O Bloco de Esquerda de Torres Vedras agradece a disponibilidade e a colaboração do Gil que, mais uma vez, acolheu no seu bar uma iniciativa do núcleo torriense do Bloco de Esquerda.
Mais uma iniciativa que nos enche de orgulho e que nos permite dizer que o Bloco em Torres Vedras está a ganhar força e a consolidar a sua presença na agenda política local.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Bloco Torres Vedras apresenta: PEC for Dummies - com Mariana Mortágua


Vamos desmontar o PEC. Vamos acabar com todas as dúvidas sobre o Plano de Extorsão do Contribuinte... perdão... Plano de Estabilidade e Crescimento.

O Bloco de Esquerda de Torres Vedras convida a economista Mariana Mortágua para uma informal conversa de café em que vamos desmontar e analisar (da forma mais descontraída possivel) o Plano de Austeridade do Governo para os próximos anos, que nos vai afectar a todos.

Imagine que precisa de pagar 15 mil euros de uma dívida qualquer … todos os anos, após o que recebe de ordenado e/ou outros rendimentos ….. Na verdade, as dívidas que acumulou nos últimos vinte anos ascendem a um montante de 145 mil euros. Acha que resolve o problema se cortar 35 euros por mês (420 euros/ano) na mesada do puto? Imagine então qual seria o objectivo de uma família responsável: reduzir as despesas para eliminar o saldo negativo de 15 mil euros e viver dentro dos seus rendimentos ou, ao invés, estabelecer como meta passar a perder apenas 4950 Euros em cada ano e ficar contente da vida?

Agora experimente acrescentar seis zeros à equação: de 15 mil euros, passemos para 15 mil milhões, o valor do défice em 2009 (9.3% do PIB). De 145 mil euros, para 145 mil milhões (o valor da dívida pública acumulada - cerca de 87% do PIB e a aumentar). De 420 euros, para 420 milhões - o valor estimado da "poupança" prevista com as alterações ao IRS propostas no quadro do PEC. E de 4950 Euros, imagine a grande meta de 3% do PIB para o défice: uns belos 4,950 milhões de euros/ano.


Sexta-feira, 9 de Julho de 2010, 21h30
Bar do Gil (Antiga mercearia Prata) Rua da Cruz 11, Torres Vedras