domingo, 22 de abril de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
31/01
Hoje verifica-se que o Capitalismo de rosto humano deixou de existir, se é que alguma vez verdadeiramente existiu, parando de impulsionar e promover o aumento da riqueza, num ideal ilusório de aumento da qualidade de vida generalizada. Mas acreditando no seu ideal, neste momento este rosto alterou-se, vendo-se agora os parafusos ferrugentos de uma máquina infernal que paulatinamente continua a destruir a nossa classe média, que por si só já era enfraquecida. Esta eliminação destroí também o efeito tampão criado por esta, permintido o embate já há muito esperado entre a classe pobre e classe rica. E com esta constatação uma pergunta se levanta. Este confronto é inevitável e necessário? Não tenciono respondê-la. Afirmo que sim, que já arregacei as mangas e que estou pronto para este futuro incerto. E tu, estás pronto?
01/02
Actualmente é necessário e imperativo que as pessoas reavivem e/ou agucem a sua consciência critica para as actuais questões da política.
O regime vigente está a tornar-se cada vez mais autoritário e cheio de contradições, o que faz aumentar dia após dia a insatisfação popular. A única maneira de resistir à austeridade é através da união política e social dos diferentes agentes da sociedade em que o seu elo unificador é a defesa do povo. Esta união não poderá ser imposta, terá de nascer da necessidade e da vontade de todos os portugueses sem excepção.
De outra forma esta iniciativa morrerá à nascença, pois não se pode pedir envolvimento e satisfações ao indivíduo, quando a estado social o desamparou.
Hugo Gabriel Fortunato
Hoje verifica-se que o Capitalismo de rosto humano deixou de existir, se é que alguma vez verdadeiramente existiu, parando de impulsionar e promover o aumento da riqueza, num ideal ilusório de aumento da qualidade de vida generalizada. Mas acreditando no seu ideal, neste momento este rosto alterou-se, vendo-se agora os parafusos ferrugentos de uma máquina infernal que paulatinamente continua a destruir a nossa classe média, que por si só já era enfraquecida. Esta eliminação destroí também o efeito tampão criado por esta, permintido o embate já há muito esperado entre a classe pobre e classe rica. E com esta constatação uma pergunta se levanta. Este confronto é inevitável e necessário? Não tenciono respondê-la. Afirmo que sim, que já arregacei as mangas e que estou pronto para este futuro incerto. E tu, estás pronto?
01/02
Actualmente é necessário e imperativo que as pessoas reavivem e/ou agucem a sua consciência critica para as actuais questões da política.
O regime vigente está a tornar-se cada vez mais autoritário e cheio de contradições, o que faz aumentar dia após dia a insatisfação popular. A única maneira de resistir à austeridade é através da união política e social dos diferentes agentes da sociedade em que o seu elo unificador é a defesa do povo. Esta união não poderá ser imposta, terá de nascer da necessidade e da vontade de todos os portugueses sem excepção.
De outra forma esta iniciativa morrerá à nascença, pois não se pode pedir envolvimento e satisfações ao indivíduo, quando a estado social o desamparou.
Hugo Gabriel Fortunato
Plenário da Distrital de Lisboa
É com gosto que partilho breves anotações que realizei enquanto assistia ao plenário da Concelhio Distrital de Lisboa.
Este decorreu no dia 27/01 por volta das 21:00 horas no Hotel Olissipo. Esteve presente o coordenador da comissão política, Francisco Louçã, que deu incio à sessão, partilhando com os presentes as futuras direcções / intervenções do Bloco de Esquerda no contexto social, económico e politico actual do país.
Destacam-se os seguintes temas tratados, dos quais resultaram medidas de intervenção, com o intuíto de as pôr em prática, esperando uma participação massiva e empenhada dos simpatizantes e aderentes do partido.
1ª – Alterações no Serviço Nacional de Saúde.
Ressalta-se a premissa de que este “passou de tendencialmente gratuito, para tendencialmente pago”. O aumento abismal das taxas moderadoras, sem dúvida, se tornaram um entrave para muitos cidadãos, na procura dos cuidados de saúde urgentes, especialmente para os grupos mais desfavorecidos da população.
2ª - Nova Lei do Arrendamento.
No que se refere a esta nova lei, compreende-se que esta irá afectar de forma mais acentuada uma franja muito limitada e específica da sociedade, nomedamente idosos e comerciantes, ambos com contratos bastante antigos, onde os acertos das rendas serão possivelmente muito penalizadores.
Os despejos passam ser realizados, sem que as divergências entre inquilino e senhorio sejam analisadas em tribunal. Passa a existir uma agência de regulação para esse efeito, de onde ainda não se conhecem as suas competências e fins.
A eliminação da figura do contratos minímos de cinco anos, que por si só era uma garantia e segurança aos inquilinos.
Agora a sua durablidade passa a ser incerta, o que irá trazer mais precariedade à vida dos cidadãos , em especial aos jovens que pretendem realizar a saída da casa dos pais, com o intuito da sua autonomia, que cada vez mais se vê comprometida.
3ª – Alteração no sistema de transportes públicos.
Verifica-se que esta alteração valoriza a redução e eliminação dos serviços prestados e o aumento das tarifas e titulos de transporte.
Acredito que a evolução da sociedade está intimamente ligada a uma evolução do sistema de transportes. O acesso a uma rede de transportes de qualidade deveria ser um dos direitos mais básicos do ser humano, uma vez que possiblita e potencia a comunicação entre as pessoas e serve de suporte para a realização de tarefas e actividades vitais: ir trabalhar, regressar a casa ao seu seio familiar, desolocar-se livremente entre diferentes regiões, entre outras.
Será utópico e ingénuo desejar que os transportes públicos se tornem gratuítos? E o inverso também não será?
Já uma realidade bem presente é o aumento do esforço financeiro das famílias, para assegurar o seu transporte. Pressinto que estes acabaram infelizmente por se tornar um transporte de luxo, indo assim contra a sua concepção e utilidade.
Este conjunto de temas, faz parte de um mais vasto programa utilizado pelo o governo, onde a austuridade reina, justificada pelos mandos da troika. É perfitamente visível que a população está cada vez mais a perder os seus direitos, em nome de um futuro que não se avizinha justo para todos.
É com gosto que partilho breves anotações que realizei enquanto assistia ao plenário da Concelhio Distrital de Lisboa.
Este decorreu no dia 27/01 por volta das 21:00 horas no Hotel Olissipo. Esteve presente o coordenador da comissão política, Francisco Louçã, que deu incio à sessão, partilhando com os presentes as futuras direcções / intervenções do Bloco de Esquerda no contexto social, económico e politico actual do país.
Destacam-se os seguintes temas tratados, dos quais resultaram medidas de intervenção, com o intuíto de as pôr em prática, esperando uma participação massiva e empenhada dos simpatizantes e aderentes do partido.
1ª – Alterações no Serviço Nacional de Saúde.
Ressalta-se a premissa de que este “passou de tendencialmente gratuito, para tendencialmente pago”. O aumento abismal das taxas moderadoras, sem dúvida, se tornaram um entrave para muitos cidadãos, na procura dos cuidados de saúde urgentes, especialmente para os grupos mais desfavorecidos da população.
2ª - Nova Lei do Arrendamento.
No que se refere a esta nova lei, compreende-se que esta irá afectar de forma mais acentuada uma franja muito limitada e específica da sociedade, nomedamente idosos e comerciantes, ambos com contratos bastante antigos, onde os acertos das rendas serão possivelmente muito penalizadores.
Os despejos passam ser realizados, sem que as divergências entre inquilino e senhorio sejam analisadas em tribunal. Passa a existir uma agência de regulação para esse efeito, de onde ainda não se conhecem as suas competências e fins.
A eliminação da figura do contratos minímos de cinco anos, que por si só era uma garantia e segurança aos inquilinos.
Agora a sua durablidade passa a ser incerta, o que irá trazer mais precariedade à vida dos cidadãos , em especial aos jovens que pretendem realizar a saída da casa dos pais, com o intuito da sua autonomia, que cada vez mais se vê comprometida.
3ª – Alteração no sistema de transportes públicos.
Verifica-se que esta alteração valoriza a redução e eliminação dos serviços prestados e o aumento das tarifas e titulos de transporte.
Acredito que a evolução da sociedade está intimamente ligada a uma evolução do sistema de transportes. O acesso a uma rede de transportes de qualidade deveria ser um dos direitos mais básicos do ser humano, uma vez que possiblita e potencia a comunicação entre as pessoas e serve de suporte para a realização de tarefas e actividades vitais: ir trabalhar, regressar a casa ao seu seio familiar, desolocar-se livremente entre diferentes regiões, entre outras.
Será utópico e ingénuo desejar que os transportes públicos se tornem gratuítos? E o inverso também não será?
Já uma realidade bem presente é o aumento do esforço financeiro das famílias, para assegurar o seu transporte. Pressinto que estes acabaram infelizmente por se tornar um transporte de luxo, indo assim contra a sua concepção e utilidade.
Este conjunto de temas, faz parte de um mais vasto programa utilizado pelo o governo, onde a austuridade reina, justificada pelos mandos da troika. É perfitamente visível que a população está cada vez mais a perder os seus direitos, em nome de um futuro que não se avizinha justo para todos.
Hugo Gabriel Fortunato
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O circo de feras
(uma reflexão de Aurelindo Jaime Ceia)
Caros amigos
Caros amigos
A grande questão, quanto a mim, passa pelo seguinte: um partido apenas de protesto não chegará ao poder.
As pessoas em geral precisam hoje em dia de segurança, não no sentido da segurança física, esse é universal, mas no sentido da reposição dos valores e, também, da ideologia. Por outro lado, sabemos que - por razões quer resultantes de um conjuntura particular, quer de fundo - a chamada esquerda em Portugal só poderá ser poder com o PS. Não o PS herdado de Sócrates (um das maiores contributos para a vergonha neo-liberal a que se assiste) e, talvez, também não o de Seguro. Não sei. Um PS que resolva o seu compromisso histórico e sublime as suas contendas com a agenda marxista de 1975.
Julgo que o Bloco tem sido sujeito à necessidade de um equilibrismo enorme para manter as vias abertas. Saiu caro o apoio a Alegre, porque a base natural deste era facilmente atemorizável e, quer o interior do PS, quer os minoritários dentro do Bloco, também não ajudaram. Mas foi um apoio (sacríficio?) generoso e estimável.
Com o PC não pode contar-se porque onde este entra é, segundo a cartilha, para hegemonizar.
O Bloco vive um impasse que, sendo em parte seu, é também consequência do hibridismo PS.
Neste contexto, considero a saída da facção vociferante uma grande notícia! Estão agora livres para ir ajudar todos os talibans do planeta. Boa viagem de ida.
Para além das questões da ética, julgo que era "democracia a mais" manter as feras da FER dentro de uma estrutura que, na minha opinião, deve sim aprofundar a estratégia democrática e a procura dos consensos.
Se estou julgando bem... Não sei, sou um outsider.
É necessário cada vez mais um BE no poder. Sem transigências essenciais mas com diálogo.
A luta e o protesto são essenciais mas, só por si, não levam a grandes resultados práticos. O inimigo é de outra catadura.
Fica esta reflexão, pequeno contributo para a discussão.
Saudações bloquistas.
Aurelindo Jaime Ceia
Aderente 867
As pessoas em geral precisam hoje em dia de segurança, não no sentido da segurança física, esse é universal, mas no sentido da reposição dos valores e, também, da ideologia. Por outro lado, sabemos que - por razões quer resultantes de um conjuntura particular, quer de fundo - a chamada esquerda em Portugal só poderá ser poder com o PS. Não o PS herdado de Sócrates (um das maiores contributos para a vergonha neo-liberal a que se assiste) e, talvez, também não o de Seguro. Não sei. Um PS que resolva o seu compromisso histórico e sublime as suas contendas com a agenda marxista de 1975.
Julgo que o Bloco tem sido sujeito à necessidade de um equilibrismo enorme para manter as vias abertas. Saiu caro o apoio a Alegre, porque a base natural deste era facilmente atemorizável e, quer o interior do PS, quer os minoritários dentro do Bloco, também não ajudaram. Mas foi um apoio (sacríficio?) generoso e estimável.
Com o PC não pode contar-se porque onde este entra é, segundo a cartilha, para hegemonizar.
O Bloco vive um impasse que, sendo em parte seu, é também consequência do hibridismo PS.
Neste contexto, considero a saída da facção vociferante uma grande notícia! Estão agora livres para ir ajudar todos os talibans do planeta. Boa viagem de ida.
Para além das questões da ética, julgo que era "democracia a mais" manter as feras da FER dentro de uma estrutura que, na minha opinião, deve sim aprofundar a estratégia democrática e a procura dos consensos.
Se estou julgando bem... Não sei, sou um outsider.
É necessário cada vez mais um BE no poder. Sem transigências essenciais mas com diálogo.
A luta e o protesto são essenciais mas, só por si, não levam a grandes resultados práticos. O inimigo é de outra catadura.
Fica esta reflexão, pequeno contributo para a discussão.
Saudações bloquistas.
Aurelindo Jaime Ceia
Aderente 867
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Informação aos membros do Bloco de Esquerda Sobre a decisão da Ruptura/FER de abandonar o Bloco e constituir um novo partido
1. A Mesa Nacional aprovou a 3 de Dezembro a seguinte resolução, com 2 votos contra e todos os restantes a favor:
“A Mesa Nacional regista a decisão da Ruptura/FER de criar um novo partido político. Essa decisão foi comunicada publicamente, primeiro ao Jornal de Notícias, depois em jornais distribuídos nas manifestações de 15 de Outubro e de 24 de Novembro. Essa decisão é irresponsável e um passo culminante de uma trajectória de sectarismo. A Mesa Nacional mandata a Comissão Política para informar todos os membros do Bloco de Esquerda acerca destes factos.”
Cumprindo esta resolução, a Comissão Política comunica a todos os membros do Bloco de Esquerda os seguintes factos.
“A Mesa Nacional regista a decisão da Ruptura/FER de criar um novo partido político. Essa decisão foi comunicada publicamente, primeiro ao Jornal de Notícias, depois em jornais distribuídos nas manifestações de 15 de Outubro e de 24 de Novembro. Essa decisão é irresponsável e um passo culminante de uma trajectória de sectarismo. A Mesa Nacional mandata a Comissão Política para informar todos os membros do Bloco de Esquerda acerca destes factos.”
Cumprindo esta resolução, a Comissão Política comunica a todos os membros do Bloco de Esquerda os seguintes factos.
2. Em Março deste ano, antes das eleições legislativas, Gil Garcia comunicou que o Ruptura/FER estava empenhado na criação de um novo partido político, num discurso que foi colocado no youtube pelos seus autores. Desde então, os membros do grupo abandonaram as suas actividades no Bloco.
Em Setembro, Garcia declarou ao Jornal de Notícias que o novo partido seria formado no início de 2012. Nas manifestações de 15 de Outubro e 24 de Novembro, a FER distribuiu jornais anunciando a sua decisão de formar esse novo partido.
O jornal “Sol” de 9 de Dezembro, citando Garcia, anuncia que “o pontapé de saída será dado a 10 de Março com um congresso da Ruptura aberto”, que formará o novo partido.
3. O Ruptura/FER integrou-se no Bloco depois da sua fundação e, ao longo desta década, escolheu uma orientação entrista, que consistiu durante anos na ocultação das suas divergências, tendo aprovado as resoluções das Convenções que agora diaboliza. Nos anos mais recentes, passou a afirmar divergências de fundo sob qualquer pretexto. Os membros do Bloco lembram-se de intervenções tão extravagantes como o apelo à constituição de brigadas para apoiar os talibãs no Afeganistão, ou apelo ao voto em branco nas eleições presidenciais. Durante estes anos, o sectarismo absoluto tornou-se a forma de actuação do grupo. Isso ficou à vista de muitos dos seus militantes iniciais, que se afastaram do grupo e escolheram o Bloco como seu partido.
A constituição de um novo partido é a escolha do sectarismo. Enquanto o Bloco se fez para criar uma esquerda socialista com influência de massas, com convergência e força, o novo partido da FER é apenas mais um grupo, entre outros, e com a mesma linha do MRPP.
O Bloco de Esquerda não desiste nem da esquerda para a luta pelo socialismo contra o capitalismo, nem de um amplo movimento plural e representativo dos trabalhadores e jovens.
Não faz sentido a extinção de freguesias
O deputado Luís Fazenda intervém no parlamento sobre o Documento Verde
para a Reforma Administrativa do Estado, lembrando que o Bloco sempre
defendeu a diminuição das empresas municipais, mas não apoia a extinção
de freguesias a não ser por vontade das mesmas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Cliga para mais info...
